Caros associados e amigos, é com todo o prazer que após 4 anos de espera, foi finalmente concedido o estatuto de utilidade pública ao Futebol Clube de Ota. Foi uma espera prolongada mas de facto valeu a pena esperar. Endereçamos os parabéns a todos os associados e amigos do Futebol Clube de Ota.
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Realizou-se neste fim de semana de 18 e 19 de Fevereiro, a 4ª edição do Torneio de Futebol de 7 "Armando Bejinha", com a participação das seguintes equipas: Estrela Ouriquense, C. A. Cadaval, Arepa (Porto Alto), Azambuja, União Atalaia, Academia Sporting da Barrosa, Aveiras de Cima e F. C. Ota, na categoria de benjamins sub 11 anos. Na manhã de sábado entrou em acção o grupo A, com as equipas a jogarem partidas com 25 minutos de duração. Os resultados foram os seguintes:
E. OURIQUENSE 3 - AZAMBUJA 0
CADAVAL 2 - AREPA 0
E. OURIQUENSE 4 - CADAVAL 3
AZAMBUJA 0 - AREPA 4
CADAVAL 7 - AZAMBUJA 1
AREPA 1 - E. OURIQUENSE 1
Classificação:
1º E. OURIQUENSE (7 Pts)
2º CADAVAL (6 Pts)
3º AREPA (4 Pts)
4º AZAMBUJA (0 Pts)
O Grupo B entrou em acção na tarde de sábado, com os seguintes resultados:
AVEIRAS 0 - F. C. OTA 5
SP. BARROSA 0 - ATALAIA 1
SP. BARROSA 3 - AVEIRAS 1
F. C. OTA 1 - ATALAIA 1
ATALAIA 6 - AVEIRAS 0
F. C. OTA 2 - SP. BARROSA 0
Classificação:
1º ATALAIA (7 Pts)
2º F. C. OTA (7 Pts)
3º SP. BARROSA (3 Pts)
4º AVEIRAS (0 Pts)
Na manhã de domingo jogaram-se as finais que apuraram as classificações finais deste 4º torneiro Armando Bejinha. Entre o jogo que apurou o 5º e 6º classificado, o F. C. Ota e a União Atalaia, que no dia anterior ficaram empatadas em todos os critérios de desempate, disputaram uma sessão de penalties no sentido de se encontrar o 1º e 2º classificado do Grupo B, com a vitória a sorrir à formação da União Atalaia.
A nossa equipa de juvenis sofreu a segunda derrota consecutiva para o campeonato e, ao contrário da jornada anterior, foi merecida. Para este jogo, que teve o seu inicio ás 10h. 30M, do passado domingo, o técnico David Soudo lançou o seguinte onze inicial: Duarte Bernardino, Fernando Anselmo, João Domingos, Daniel Pereira, Miguel Ângelo, Emanuel Cabaço, Nuno Sousa, Pedro Oliveira, João Cruz, Renato Gonçalves e Diogo Simões. A jogar a favor do vento, que soprava com alguma intensidade para sul, a equipa de Ota entrou melhor no jogo e dominou-o, embora sem conseguir criar uma grande dinâmica atacante que possibilitasse a obtenção de golos. Aos 18 minutos aconteceu a primeira grande situação de golo, quando o Nuno Sousa bateu um livre da esquerda do ataque, com a bola a sobrevoar a zona de baliza, sem que o Diogo Simões e o Daniel Pereira, por muito pouco, a desviassem para a baliza adversária. No primeiro remate, enquadrado com a baliza do F. C. Ota, o Arrudense inaugurou o marcador, aos 29 minutos, num fortíssimo remate de fora da área, executado pelo jogador nº 2. Até ao intervalo não se registaram mais situações claras de golo e a equipa forasteira terminou este primeiro tempo já por cima do seu adversário, nomeadamente em termos de controlo e posse de bola.Ao intervalo o João Domingos cedeu o seu lugar ao Alexandre Florindo, recuando o Emanuel Cabaço para a posição central da defesa. Nos primeiros minutos deste segundo tempo ainda parecia que a equipa de Ota iria cair em cima do adversário para tentar dar a volta ao resultado, mas foi sol de pouca dura e aos poucos o Arrudense tomou conta definitivamente do jogo. Aos 8 minutos, desta etapa complementar, o Diogo Simões centrou uma bola da direita e o Renato Gonçalves finalizou para uma grande defesa do guardião arrudense. No minuto seguinte, a equipa visitante podia ter ampliado a vantagem quando, após um cruzamento da esquerda, o jogador nº 8, em frente à baliza, falhou um golo cantado nos Linhais. Aos 10 minutos, o Nuno Sousa entrou isolado na área, descaído para o lado direito e, em vez de se aproximar mais da baliza, rematou de longe, com a bola a sair fraca e sem a direcção desejada. A partir deste lance a equipa de Ota desapareceu do jogo em termos atacantes. Aos 19 minutos, o jogador nº 9 rematou de fora da área, correspondendo o Duarte Bernardino com uma grande defesa a desviar a bola por cima da barra, com esta ainda a resvalar no travessão. Com naturalidade, e merecimento, o segundo golo para a equipa forasteira surgiu aos 20 minutos de jogo, apontado pelo jogador nº 3, após uma grande desatenção defensiva. Até ao final do jogo a equipa visitante controlou o jogo e o resultado, sem grande oposição do F. C. Ota, que baixou os braços muito cedo e deu a derrota por adquirida logo após o segundo golo sofrido. Aos 31 minutos ainda entrou o Pedro Cristóvão para o lugar do Nuno Sousa e aos 37 minutos saíram o Duarte Bernardino e o Miguel Ângelo, por troca com o Diogo Anselmo e o Gilberto Fernandes. Em suma, numa partida de futebol de qualidade reduzida, o Arrudense foi um vencedor justo. A equipa de juvenis do F. C. Ota necessita de voltar a jogar com a atitude evidenciada no final de Dezembro e princípio de Janeiro, sob pena de se afundar na classificação.
Numa tarde fria, em Ota, o clube local recebeu a Cerca F. C., em partida a contar para a 19ª jornada do campeonato distrital da 2ª divisão, série 1, de Lisboa. Para este jogo, o técnico Nuno Jacinto contou com os regressados João Rodrigues e Yuriy Tkachov, mas perdeu o contributo do Daniel Duarte, José Alberto e Rui Ferreira. Assim sendo, o onze inicial foi composto com o guarda redes dos juniores Frederico Gomes entre os postes, com o Carica na direita da defesa e o Edgar na esquerda. Os centrais foram o Diogo e o Faria. O trinco foi o Yuriy, com o duplo pivot de meio campo constituido pelo Sandro e o Miguel Rocha. No ataque jogaram o Nuno Luz, o Nuno Narciso e o João Bacalhau. As duas equipas começaram o jogo de forma cautelosa. A equipa de Ota, neste primeiro tempo atacou para sul, a favor do vento, mas não usufruiu muito desse factor. A equipa da Cerca foi a primeira a criar perigo, logo aos 5 minutos, quando o jogador nº 9, à entrada da área, rematou o esférico por cima da barra. Aos 19 minutos, na sequência de um livre batido do lado esquerdo, o jogador nº 10, no interior da área, enviou o esférico por cima da barra. Aos 26 minutos, na sequência de um livre directo, o Sandro Ferreira rematou forte, mas a bola saiu com o efeito ao contrário do desejado e passou ao lado da baliza. No último quarto de hora do jogo a equipa de Ota abriu o livro e começou a criar situações de golo em catadupa. Aos 30 minutos, o Miguel Rocha isolou-se pelo lado esquerdo e já no interior da área, em vez de optar pela finalização, tentou ludribiar um defesa que seguia no seu encalce, acabando por perder a janela de oportunidade para alvejar a baliza adversária. Aos 36 minutos, o Sandro isolou o Bacalhau pelo lado esquerdo, este entrou na área, quase junto à linha de fundo e quando entrou na pequena área foi desarmado por um defesa e também pelo guarda redes. Aos 37 minutos, o Nuno Narciso, após um passe do Miguel Rocha, entrou na área pelo lado direito, tirou um defesa da frente e rematou cruzado com a bola a passar perto do poste direito da baliza adversária. Neste lance, o Bacalhau ainda se esticou todo, ao segundo poste, para desviar o esférico para a baliza, mas não conseguiu lá chegar. Aos 38 minutos, de novo o Nuno Narciso na grande área, agora descaido para o lado esquerdo, desferiu um potente remate contra um defesa adversário, recuperando o esférico e passando-o para a direita, onde aparecia desmarcado o Miguel Rocha, mas a bola levou muita força e o Miguel acabou por perder ângulo para alvejar a baliza adversária. Aos 41 minutos, o João Bacalhau, pelo lado direito, isolou-se e ultrapassou o guarda redes, que saiu dos postes em desespero de causa, mas o remate saiu contra a malhas laterais da baliza da Cerca. Em suma, primeira meia hora da primeira parte fraquita, com raras oportunidades de golo. No último quarto de hora do primeiro tempo a equipa de Ota teve cinco claras oportunidades para marcar golo, e só por isso o resultado era injusto no final dos primeiros quarenta e cinco minutos de jogo.
Para a segunda parte deste jogo estava guardado o melhor bocado. Foi um segundo tempo de luxo, muitos golos, muitas oportunidades, muita emoção e até reviravoltas no marcador. Principalmente os primeiros 17 minutos da etapa complementar foram de loucos, onde se marcaram os cinco golos deste jogo. Logo no segundo minuto deste segundo tempo, a equipa de Ota ameaçou chegar ao golo, quando o Miguel Rocha cruzou para o Narciso, valendo na circunstância um defesa a aliviar o esférico pela linha de fundo.Desse canto nasceu o primeiro golo do jogo, com o Nuno Narciso a introduzir a bola directamente na baliza adversária. Aos 50 minutos de jogo, o árbitro cometeu um erro grave ao não assinalar uma grande penalidade cometida sobre o Nuno Narciso. Aos 51 minutos, a equipa da Cerca chegou à igualdade, com um golo obtido de costas para a baliza, de ângulo dificil, pelo jogador nº 9. Aos 54 minutos, o Frederico Gomes sacudiu uma bola pela linha de fundo, após um cabeceamento perigoso efectuado pelo jogador nº 9. Aos 55 minutos, num grande remate cruzado, do lado direito, executado pelo jogador nº 4, a Cerca chegou à vantagem no marcador. Dois minutos depois, aos 57 minutos, o Nuno Narciso isolou-se pelo lado direito e bateu o guarda redes da Cerca com um remate cruzado, que levou a bola a entrar junto ao poste direito da baliza adversária. Aos 60 minutos, foi a vez da equipa da Cerca reclamar uma grande penalidade, que nos pareceu existir, de facto, sobre o jogador nº 6. O árbitro nada assinalou. Aos 62 minutos, na sequência de um canto batido do lado direito pelo Edgar Filipe, a bola foi ao poste mais distante onde, livre de marcação, o Miguel Rocha aplicou um forte remate de pé direito, com a bola a parar apenas no fundo das redes da Cerca. Verdadeiramente de loucos, estes primeiros dezassete minutos do segundo tempo, mas a verdade é que apesar de não ter havido mais nenhum golo neste jogo, a partida continuou com inúmeras oportunidades de golo em ambas as balizas. Aos 64 minutos, o Sandro Ferreira tentou a sua sorte com um remate forte de fora da área, mas a bola saiu ligeiramente por cima da barra. Aos 65 minutos, na sequência de um livre batido do lado esquerdo para a área, o jogador nº 9 saltou mais alto e cabeceou o esférico para uma boa defesa do Fred. Aos 67 minutos, o jogador nº 9, descaido para o lado direito, junto ao bico da grande área, desferiu um potente remate de pé direito, que levou a bola a bater com estrondo no poste esquerdo da baliza à guarda do Frederico Gomes. A primeira alteração na equipa de Ota aconteceu aos 69 minutos com as saidas do Yuriy Tkachov e Edgar Filipe, por troca com o Ricardo Quaresma e João Rodrigues. Com estas alterações o Carica veio para a esquerda da defesa e o Quaresma foi para a direita. O João Rodrigues ocupou a posição de trinco. Aos 73 minutos, numa queda forçada do jogador nº 10, no interior da área, o árbitro assinalou penalty contra o F. C. Ota. Chamado à conversão do castigo máximo, o jogador nº 10 não conseguiu desfeitear o Frederico Gomes que adivinhou o lado, lançando-se para a sua direita, conseguindo desviar a bola para canto. Entretanto o jogo foi-se aproximando do fim com a equipa visitante, a jogar a favor do vento, a pressionar a de Ota de forma constante, embora não conseguindo criar grandes oportunidades de golo. Aos 83 minutos sairam do terreno de jogo o Nuno Narciso e o Miguel Rocha, por troca com o Alexander Deus e André Lopes. Aos 90+1 minutos, o João Bacalhau bateu um livre directo, ao qual o guarda redes da Cerca respondeu com uma defesa segura. O jogo teve seis minutos de compensação, aproveitados pela equipa visitante para ganhar uns cantos e umas faltas que levaram pouco perigo para a baliza bem defendida pelo Frederico Gomes. Em suma, assistimos a uma grande jogo de futebol, especialmente na segunda parte, onde a vitória podia cair para qualquer uma das duas equipas em confronto. Assim sendo, pelo que fez e desperdiçou no último quarto de hora da primeira parte, a vitória assentou melhor à formação da casa.